
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Dark Angel (Vampire Diaries part.2)

A menina que roubava livros “O livro Flutuante parte II: Primeiro Beijo”

- O assobiador – falou o menino segurando o livro que antes boiava no Rio Amper. Mesmo com a água petrificando seus ossos não se apressou em sair. Finalmente conseguira uma vitória, então queria seu premio. Após um minuto, dirigiu-se lentamente até a margem do rio, onde se encontrava Liesel. Olhou em seus olhos e pronunciou lentamente:
- Que tal um beijo, Saumensch?
A menina não sabia o que responder. Neste momento Rudy era um herói não só por ter entrado no rio numa manhã extremamente fria, mais também porque fizera isso para recuperar seu livro. O livro que lhe fora arrancados das mãos e arremessado no rio.
A neve começou a cair. Eles não se moviam, mas ela tinha certeza que o frio machucava o corpo magro do menino. Rudy se aproximou e tocou os lábios da menina que roubava livros com os seus. No início ela se manteve imóvel, pois não sabia o que fazer. Nunca havia beijado ninguém, porém aos poucos foi relaxando e imitou os movimentos que o menino fazia. Correspondeu da maneira que achou ser a certa. Quando se separaram nenhuma palavra foi dita. Foi assim que percorreram o trajeto de volta para casa. Na porta, Liesel se despediu com um aceno rápido e deslizou para dentro de casa, o coração disparado.
- Liesel – ouviu Rudy chamar. Abriu a porta e pegou o livro que ele lhe estendia. Como poderia ter esquecido o objeto que provocara toda confusão? – Pensou, ainda atônita.
- Obrigada! – Pronunciou para quebrar o silêncio.
- Você já me agradeceu, lembra? – Ele disse se aproximando novamente. Seus lábios tocaram os dela novamente. Liesel o abraçou percebendo, mas percebendo que ele estava molhado o repeliu delicadamente.
- Vá para casa! Precisa se aquecer! Ele sorriu.
- Tchau, Liesel!
- Tchau, Rudy!
Ela o viu caminhar e sumir na porta sem saber que ele estava na janela observando-a Sorrir.
By Laise Souza
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Dark Angel (Vampire Diaries part.1)

“Depois de alguns séculos escrever num diário parece ser algo tão divertido.” O demônio branco parou e deu uma risadinha do que acabará de escrever. Depois continuou desenhando as letras no papel alvo e maculado.
“Nossa, eu tenho mesmo que arrumar algo para fazer... Estou ficando bobo como meu irmãozinho. Algo melhor que vigiá-lo e pregar pecinhas nessa gente chata de Fells Church. Talvez eu deva morder a Elena logo. É um bom começo e pode ser divertido. Ela não é tão provocante quanto a Katherine, mas deve servir por um tempo.
Tempo. O que é o tempo quando se tem a imortalidade? Como tem sido difícil ficar vagando por ai sozinho. Quem sabe eu possa tornar Elena minha rainha? Uma companheira até que seria bom. Além disso, seria como uma vingança por Stefan ter feito minha Katharine fazer aquela bobagem. Ele nunca está satisfeito! Primeiro foi a nossa mãe, depois meu anjo das sombras... Minha pequena Kath. Já chega! Está na hora dele perder algo e será sua querida Eleninha. Isso não é uma ameaça... É um aviso!”
Damon fechou o caderno preto e enfiou embaixo do colchão do luxuoso quarto de hotel. Ele sempre teve gosto pelo mais refinado e caro, mas não precisava de muito dinheiro para ter o que ele desejava. Bastava um pouco de seu típico charme e um pouco do Poder e pronto: ele tinha o que queria, quando queria. E agora Damon queria Elena e nada mais. Seria naquela noite. Tinha que ser naquela noite, afinal, ele não gostava de esperar. Então ele tinha que se preparar. Vestiu-se com se fosse a uma festa e desceu para o saguão do hotel. Depois foi andando pelas sombras até a casa de Elena. Que bom que era noite, assim ele não usaria muito de suas forças para sair ao sol. Ao longo do caminho Damon percebeu que, definitivamente, aquela era uma oportunidade de ouro. Ele sabia que Stefan tinha ido caçar numa reserva vizinha a cidade e que a pobre Elena tinha ficado sozinha. Algumas quadras e ele estava em frente à casa de Elena. Subiu como um animal rasteiro e espiou pela janela.
“como você é bobinho, irmão! Deixou o prato principal na mesa de jantar?!”. Damon pensou enquanto olhava Elena deitada em sua cama, com os olhos cerrados e a expressão de uma ingênua criança. “será ainda mais fácil...”. Ele comemorou secretamente. Damon se empoleirou no pequeno peitoril da janela e concentrou-se em seu alvo. De repente, Elena parecia lutar. Seu corpo ficou inquieto e debatia-se de um lado para o outro como se estivesse tendo uma convulsão. Damon sorriu. Ele adorava aquilo. E ele sussurrou “abra a janela, minha pequena...”. Como que por encanto, Elena levantou e abriu a janela sem perder tempo. “boa menina! Já que você foi boazinha, não vou deixar que sofra. Agora, convide-me para entrar...”. Elena sussurrou um “entre” e Damon enfiou-se no quarto dela. Ele se acomodou na cama dela e sorriu para a garota. Depois gesticulou para que ela viesse até ele. Elena sentou na beira da cama e Damon enroscou um dos braços na cintura dela e o outro usou para puxar delicadamente o pescoço pálido e apetitoso. Não demorou muito até Damon cravar suas presas amoladas no pescoço fino dela. Elena não lutou. Sucumbiu aquele momento de prazer e delírio nos braços de seu amante secreto. Depois de receber o sangue, Damon doou o seu e não foi difícil de convencer Elena a pôr os lábios sob o delicado corte no pulso dele. A morte era o próximo passo. “morte? Não! Nova vida!”. Ele pensou, enquanto asfixiava Elena com as mãos. As orbitas dos olhos dela moviam-se violentamente. Ela tentava agarrar-se a vida que era lhe tomada a força, mas por fim, Elena cedeu. Não havia mais como lutar. A vida deixou o seu corpo. Damon segurou o delicado corpo adolescente contra seu próprio e saiu noite a fora com aquela que seria sua companheira nas sombras.
By: Andressa
Novidade

Dark Soul – Hush Hush (parte I)
Londres 1840 - Cemitério Highgate
A solidão traiçoeira me amaldiçoa
Solitária fico aqui no escuro
Você foi para longe e não deixou vestígios
Somente meus gritos com ecos me fazem intercalar meu sofrimento pagão
Até que ponto o ser humano pode suportar tanta dor?
Até que ponto ficarei aqui a espera de seu sorriso novamente?
Pobre coração, aqui jaz dentro de um corpo sem alma
De um corpo vazio a procura do preenchimento real...
Seu corpo apodrece no escuro, mais seu sorriso fica incrustado na pele já ressecada
Uma lagrima cai de seu rosto
Será sua alma chorando?
Ela rir melancolicamente, nada faz sentido, nunca fez.
Uma luz rompe de dentro da escuridão
Seu salvador lhe dar um abraço terno
Seu corpo desvanece no abraço singelo
Nada faz sentido, somente os ecos em sua mente ficam guardadas pelos gritos do nome de seu amado
Sonho, será que estou desfalecendo a ponto de estar tendo alucinações?
Olho para o rosto a quem a mão afaga meu cabelo crespo
Nada como um ser com tanta beleza poderia existir, nada como uma rocha esculpida por mãos fortes capazes de desenhar tal coisa angelical
Por isso, nada faria sentido
Ela toca o rosto do anjo a qual a segura nos braços
Ele sorrir, ela chora.
Salve-me, ela grita para ele
Tal como foi rápido o lampejo de luz
Ela estava sozinha novamente no escuro
não passara de um tormento de eternidade lembrou a si mesma
Nada de passado, nada de futuro, sempre estacionada no tempo e na mente
Ela não grita mais, e se entrega a escuridão que agora ficou agradável em seus pés.
As trevas a consome, e uma rajada de felicidade invade o seu peito
Ela não liga, ela quer desfrutar do pouco que lhe resta
Devolva minha alma, ela pede para o nada, alem do escuro...
Ela escuta um gemido seguido de risos maléficos ao seu redor
Será que ela iria morrer agora?
A agonia iria passar?
A solidão iria cessar?
Então tudo ficou escuro, e seu corpo decaiu em flagelos.
Tempestuosa noite, aqui jaz meu coração partido
Carrega-me para mais deliciosa desolação, a qual deixara eu de parar de voltar uma coisa que não sucede mais
Noite fria e calada, abrasa-me com tua poderosa força
Procuro em ti abrigo, apressa-te e vem.
O vento uivou e o cabelo de sua nuca arrepiaram
Ela sentiu mão a lhe tocar, mais não as via
Ela sentiu seu rosto corar de calor, mais não havia nada que pudesse fazer, ela se entregou era o fim para ela
Abrasadora, como o fogo, ela explodiu em felicidade, sua alma retornará, assim como ela desapareceu dentro de si mesma.
Londres - Atualmente
- Bem, poderia ter sido pior. - Exclamei fechando meu livro de biologia, não compreendia por que aquele professor lunático pedira para fazer um resumo de genética, certo, suspiro, ele realmente está louco. Logo em seguida meu celular, toca, é Megan, creio que me contara como foi seu encontro com Scott.
- E ai como foi? - Tentei ser animada o máximo possível pra não deixar transparecer minha falta de interesse.
- Ah, Emmily! Foi ótimo, ele me deu até flores acredita? Hey, vai chegar um novato na escola, Betty me contou será que ele é bonito, estou ansiosa pra chegar na escola amanhã.
Pobre Megan, mal saiu com um cara, legal e já pensa em outro, e alem do mais novato, então terminei de conversar com ela e desci para ver o que minha mãe havia preparado para o jantar: Chilli, ela sempre faz isso quando não tem mais nada em mente, eu gosto de chilli, tanto quanto gosto de beterraba?? Ok, mais eu finjo que gosto e sorrio pra ela para não ferir seus sentimentos.
- Como está indo seu dever de casa? - Pergunta minha mãe sempre animada com tudo, não sei como ela consegue, mais às vezes penso que tudo que ela faz é forçado.
- Está indo... está quase acabado de certa forma, hunmm que gostoso mãe. - iluminei o dia de minha mãe com essa simples frase, pelo menos ela havia comprado a sobremesa.
Acabei meu jantar e subi para terminar o maldito dever de casa, quando chego a meu quarto sento e começo a escrever, comecei a sentir um frio incomum, que me dera calafrios olhei de esguelha para a janela que estará fechada, o aquecedor estava ligado, levantei e peguei meu casaco, me aconcheguei no meu cobertor e continuei minha atividade dos infernos não sei como mais cai no sono. Estava nebuloso, e quase não sabia onde estava ate que vi um pé de maçã conhecido, era por trás de minha antiga, e aconchegante casa, a neblina estava densa, apertei meus olhos para ver que algo estava a se mover quando um relampejo de grandes olhos azuis me pegara de surpresa, era um lobo? Claro que não, tinha a altura de um homem, mais não esperei para ver mais detalhes e corri, a neblina incomodava, não encontrei saída, estava densa demais. Como sempre, e como uma desastrada cai, o espectro de olhos azuis começou a rir, e percebi que aquele anjo demoníaco estava a me segurar antes que eu batera minha cabeça em uma grande pedra.
By: M.B. Oliveira
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Romeu & Julieta

A velha senhora de cabelos grisalhos e pele enrugada estava sentada em sua cadeira de balanço na varanda da casinha branca. Aquele tem sido seu lar por muitos anos. O lugar onde ela e seu eterno amante vivem diariamente um historia de amor verdadeiro. Imersa em seus pensamentos, ela nem percebe que as crianças já haviam chegado.
- vovó, vovó! – berrava a menina de bochechas rosadas e grossos cachos castanho avermelhados, enquanto saltava do automóvel e corria pelo jardim em direção à varanda.
A senhora é resgatada de seus sonhos e levanta com dificuldade da cadeira de balanço. Seu sorriso não envelheceu nem mesmo um dia. Ainda é o mesmo sorriso que costuma iluminar todos os dias daquele lugar.
- não corra minha querida... – sua voz oscila enquanto ela dá alguns passos em direção a menininha. – não precisamos ter pressa agora.
A garotinha não dá ouvidos aos cuidados da avó cautelosa e corre em direção aos braços, que já estavam abertos, daquela que é sem nenhuma dúvida sua melhor amiga. Por fim, os corpos se encontram e a garotinha de seis anos e meio, enfiada num vestido branco cheio de delicadas borboletinhas bordadas, sentiu-se em casa. Os braços já não são fortes e quentes como eram antes, mas ainda são carinhosos e seguros. A menina, ainda agarrada a avó, cheira uma lufada de um dos melhores cheiros do mundo: o perfume da loção de pêssego da vovó.
- calma querida... - diz a senhora soltando delicadamente o abraço da neta. – como você cresceu querida! – os olhos apertados brilham ao ver como a neta cresceu. A senhora falou sentando na cadeira de balanço - Onde está seu irmão?
- Pietro, está doente... Por isso que a mamãe mandou o senhor Puccini trazer Isabella e eu para a sua casa. – explicou a garotinha sentando ao lado da avó.
Isabella era a babá da pequena Joanne, cuidava da garotinha como se fosse sua própria filha e olhava aquela cena comovida.
- boa tarde senhora Montecchio. – cumprimentou a bela jovem de voz doce.
- bom tarde, Isabella....
- a senhora gostaria que eu fizesse alguma coisa?
A senhora mordeu o lábio e hesitou, depois sorriu.
- se não fosse pedir muito, minha jovem, faça-me um chá e traga o bolo que está em cima da mesa. Enquanto isso, eu vou contar um história para Joanne.
Joanne deu um pulinho quase imperceptível enquanto Isabella abria a porta e entrava na casa.
- e então vovó? Comece logo! - a garotinha estava eufórica.
- calma meu bem... Eu vou começar... Tudo começou a muitos anos atrás, quando eu ainda era tão jovem e bela como nossa Isabella. Eu vivia com meus pais numa cidade vizinha, Verona. – A senhora suspirou saudosamente. Depois continuou. – Eu era uma jovem cobiçada. Havia muitos rapazes interessados em mim, mas eu não havia me interessado por nenhum deles. Todos pareciam tão bobos e estúpidos... – ela balançou a cabeça e sorriu. – Ou talvez eu estivesse esperando por algo melhor.
- anda logo vovó! – a garota disse impaciente.
- Non abbiate fretta,Bambina! – as duas sorriram. – Eu vivia a minha vida solitariamente, até conhecer Romeu. Ah, meu Romeu! - Julieta suspirou para a neta e foi como se seu corpo tivesse entrado numa outra dimensão. Naquele momento ela voltou ao baile de máscaras em que conheceu seu amado Romeu.
“havia muitas lâmpadas e a música ecoava os sons mais bonitos que cada instrumento podia emitir. Julieta ria com suas amigas na sacada do salão principal. O cheiro das rosas do jardim impregnavam o ar e refrescavam a noite. Lá estava uma das jovens mais desejadas em Verona, metida num lindo vestido perolado bordado em ouro e outras preciosidades, rindo com algumas de suas amigas numa noite de verão. Estava tão distraída que nem percebeu os olhares dos rapazes, e de um rapaz em especial: Romeu. Romeu Montecchio, sua família era a maior inimiga dos Capuleto. Julieta era uma Capuleto, mas aquilo não impediu Romeu de se aproximar e convidar a bela jovem para dançar. E foi naquele momento que Julieta entendeu do que falavam os poetas e os bêbados, os lunáticos e os cientistas, os anjos e os demônios. Julieta entendeu o que era o amor. O toque quente das mãos dele, ardiam mais que brasa e as palavras que saiam de sua boca, pareciam favos de mel puro. As horas avançavam e a dança não acabava, ou talvez fosse outra música e eles só não tivessem se dado conta. Julieta não conseguia fugir do desejo de ficar um pouco mais nos braços dele, e Romeu não conseguia olhar nem por meio segundo outra mulher. O encontro celeste havia acontecido e nada podia ser feito. Ou não deveria ser feito, mas não impediu que acontecesse. O pai de Julieta os viu juntos e levou para longe sua preciosa filha. Contou-lhe os motivos para não aceitar nem a amizade deles, mas eram motivos tão bobos para Julieta. No começo ela tentou brigar, fez greve e gritou, mas nada disso fez o pai mudar de idéia. Romeu sempre dava um jeito de enviar bilhetes apaixonados para sua amada e ela os guardava com a própria vida. Os encontros entre os dois ficavam cada vez mais apaixonados e intensos, mas ambos temiam. Eles sabiam que corriam perigo. E numa tarde ensolarada e apaixonada, eles trocavam juras de amor eterno sob um velho carvalho no alto de uma montanha, quando foram surpreendidos pelos criados do pai de Julieta. Romeu tentou lutar, mas eles eram em numero maior e levaram sua doce donzela para longe. Foi então que Romeu decidiu algo que mudaria a sua vida para sempre. Naquela noite, ele foi à casa de Julieta e conseguiu entrar no quarto da jovem. Romeu a convenceu de casar-se secretamente numa cidade vizinha e assim os dois fizeram. Na manhã seguinte, Julieta já havia pertencido a Romeu e seu pai nem desconfiava do feito. Julieta arrumou sua mala e escreveu um bilhete e enquanto Romeu guardava as coisas da amada ela juntava suas posses de maior valor. Aquilo não duraria muito, mas seria um bom começo. Julieta não teve coragem nem de se despedir de sua mãe, fugiu como uma criminosa, mas estava feliz. Enfim, ela e Romeu poderiam viver sua linda história de amor.”
- nossa, vovó... a senhora é muito corajosa. – falou a menina deslumbrada com a linda história que ela acabara de ouvir. Julieta enxugou as lágrimas que escorriam sob a pele enrugada.
- não querida, não sou corajosa... Sou apaixonada e essa é a minha história de amor. – a garota correu para o colo da avó e as duas ficaram abraçadas em silêncio, apreciando aquele momento.
by: Andressa
Bem-vindos

