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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dark Soul - Hush Hush (part.3)

Afastei-me dela rápido, quando ela passou Ian ficava me encarando.
- Sabe, Você me assusta, sabia que ficar encarando muito tempo as pessoas, é por que você passa a ser um sociopata? Ou até mesmo um maníaco?
Bufei e sai da sala com pressa, infelizmente, ele me seguiu rindo, da pra imaginar? Esse menino é completamente indecifrável.
- Sabe, eu não sou nenhum maníaco sociopata, eu só acho engraçado como te deixo confusa e sua cara fica vermelha enquanto você deve pensar algo como, eu sem camisa? Já me imaginou pelado?

Eu parei, questionando mentalmente a sanidade daquele menino. Ele mal me conhecia, só passei 3 horas com ele em uma sala de aula e ele tem esse poder sobre mim, que me deixa como se estivesse nua. Eu não imaginei pelado, nem tão pouco sem camisa, mais algo me fez tentar imaginar, balancei a cabeça ruborizando, afastando esses pensamentos macabros que me deixara irritada.
Quando fui dar uma resposta digna dele cair fora, ele já tinha ido, mais deixou no chão um papel com o meu nome, olhei para os lados pra ver se ninguém havia olhado, e peguei o papel e abri.
- Hey, ah, você está bem, esta tudo bem agora, Mily abra os olhos.
Falou novamente a voz sedutora, não sei, mais aquela voz era acolhedora e real. Então abri os olhos. Ian estava me olhando com um sorriso torto e olhos preocupantes.
- Hum... Onde estou? O que houve? O que faz aqui?- Tentei levantar mais sua mão em minha cabeça impediu de olhar mais adiante.
- Shh... Quieta, você está bem, mais calma relaxa um pouco até eu conseguir entender como você vai direto pra um carro ouvindo Taylor Swift, você é louca? Ou insana? Pensa em se matar? Bom, não é uma boa hora.- Ele agora estava furioso, não estava entendendo nada, mais algo em seu tom de voz, me deixou um pouco assustada, mais um tanto furiosa por que ele estava berrando para mim.

- Bem se eu morrer, você irá deixar de me irritar.
Puxei a mão dele pra o lado, tal como me deu choques elétricos e tentei ficar sentada, queria urgentemente saber onde eu estava. Ele não se importou por que tirei a mão dele de cima de mim e me ajudou a levantar, não agradeci como birrenta que sou e olhei onde eu estava. Era uma casa, bem rústica para a época de hoje, mais bem conservada, o que foi estranho, pois me senti em casa, olhei para Ian, e ele estava com olhos arregalados de ansiosos, não entendi por que, mais sai de perto dele, ele segurou minha mão com uma passada que dei para sair da frente dele.
- Acho melhor descansar o tombo foi feio, e você está com um machucão enorme em seu braço direito.
Seus olhos calorosos derreteram era como se eu pudesse ver sua alma, não me importei das correntes elétricas que passavam por meu corpo ao seu toque mais dei um passo para mais perto.

Olhei a um quadro a minha frente que me chamou atenção, estava em cima da lareira, e me adiantei a observar andando mais para perto do grande quadro a minha frente, estava uma espécie de homem com asas de anjo a segurar uma mulher, os olhos do anjo era de um azul profundo e aconchegante, ele sorria para mulher gentilmente, a carregava nos braços com olhar de doçura, olhei para mulher com um semblante sofrido, mais um pouco fúnebre, e tinha um sorriso nos lábios, o sorriso da estranha me era familiar, seu lábio inferir era mais volumoso que o de cima, ela tinha uma leve covinha em sua bochecha e seus olhos eram de um verde intenso, muito apelativo, a gravura se resumia no que era um jardim, um jardim muito misterioso, era coberto de folhas secas, mais havia algumas tulipas vermelhas, era a única coisa que destacava naquela grande imagem, pois tudo que tinha era de um negro profundo, a mulher tinha seu vestido negro caído pelos braços de seu salvador seu cabelo loiro se destacava junto com sua pele translucida, e o anjo tinha suas asas negras, e estava de uma roupa negra linda, olhei mais atentamente para a figura e o coração começou a acelerar, não poderia ser aquelas pessoas na imagem me eram familiar, dei um passo a mais para tocar no que era o desenho do vestido da mulher sofrida, e uma dor aguda me atingiu a cabeça e cabale ei para trás.
A dor intensa me cercou como uma estaca no coração, não poderia ser como aquele quadro poderia me causar tanto incomodo? Então senti uma inquietação atrás de mim, olhei para trás e Ian estava me observando com olhos arregalados.



By: M. B. Oliveira


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dark Soul - Hush Hush (part.2)


Acordei em um pulo, ofegando como se tivesse feito uma maratona, suspirei "Foi só um pesadelo”. Mas por que aqueles olhos e aquele sorriso eram tão acolhedores como se o tivesse conhecido a tanto tempo. Mas seria impossível, por que em minha crença, anjos são seres do fruto da imaginação dos católicos e protestantes, fato que eu não sou de nenhuma categoria, olhei para o relógio, eram seis da manhã. Bom pelo menos acordei a tempo de não me atrasar e entregar o maldito trabalho para o professor perturbado, então arrumei as coisas em minha bolsa, procurei uma roupa descente, e fui tomar banho, quando desci para o café da manhã na sala de estar senti o cheiro de bacon e fui direto pra cozinha, nossa eu estava faminta e sedenta, comi muito e logo sai para a manhã nebulosa, um mês de março muito frio além da conta, olhei para meu fusca roxo. Sim tenho um fusca roxo que é minha paixão, e suspirei, mais um dia de grandes merdas da vida naquela maldita escola, eu não era tão popular, mais também não era invisível, tinha meu próprio grupo a qual sempre me destacara.
Entrei no carro e fui dirigindo devagar, não queria escorregar e sair despencando na ladeira e atropelando os carros, afinal, minha habilidade de quebrar alguma coisa sempre foi fácil a viajem foi rápida, quinze minutos e lá estava eu, entrando no terreno daquela escola horrenda e estacionando meu fusca o mais perto possível do hall de entrada da cafeteria, Megan já estará me esperando claro, ela estava quase saltitando de alegria ao me ver. Olhando a expressão dela, com certeza haveria uma grande fofoca no ar, então para não deixar ela ter um ataque cardíaco, sai do carro peguei minhas coisas e fui em direção dela.
- Oi Meg e... - Ela me corta já bombardeado a fofoca.
- M. ele é de New Horleans faz o mesmo ano que a gente, ele é simplesmente magnífico, tem olhos claros e super banco, acho que ele não saia muito de casa, mais cara ele é simplesmente lindo, a Stacy já foi dando boas vindas aquela vaca do inferno sempre tem que se meter a líder do grêmio estudantil, mais pelo que eu vi, ele não se impressionou muito com ela não, e Ah! O Nome dele é Mathews, Ian Mathews, sério você tem que vê-lo com seus próprios olhos, e Mily Ele está em quase todas as suas aulas, pena eu não ter todas as suas aulas, mais pelo menos ele está em minha aula de filosofia.. E... Olha ele ali! - Ela apontou histérica para um menino que não percebi de longe quem era.
Até que ele parou e me encarou por um minuto, ele tinha cabelos loiros, o azul de seus olhos cintilava na bruma da manhã era alto, não tão musculoso, tinha a aparência saudável, mais o que mais me chamou atenção era que... Ele era o cara do meu sonho! Quando ele percebeu que eu estava encarando ele, ele sorriu, e deu um "ate mais" com dois dedos dando tchau, eu fiquei parada ali, sem fazer qualquer movimento, até que Megan foi me arrastando até o outro lado do campus.
- Cara, ele te encarou, e ainda te deu um sorriso! Viu que o sorriso dele é lindo, meu Deus ele parece ter gostado de você, serio, você tem muita sorte.
Megan foi reclamando todo o percurso do corredor, eu ainda estava entorpecida, lembrando daquele sonho/pesadelo. Cheguei a meu armário e peguei os livros de minhas aulas, respirei fundo, droga, aula de biologia 1, hunfx, fazer o que, vivendo e sofrendo, segui dando ate mais para Meg e me conduzi para primeira aula já com o trabalho em mão, sentei em minha cadeira, coloquei os livros na mesa e me pus a folhear um livro sem ter muita atenção, todos começaram a entrar e a tagarelar sobre o trabalho e o famoso novato que chegara, até que eu senti alguém me encarando, senti que os pelinhos de minha nuca arrepiaram, virei intencionalmente para quem me olhava, era ele. Ian Mathews estava me encarando novamente. Virei a cabeça rapidamente, não sei, mais algo grita dentro de mim pra ficar longe daquele garoto, hunfx, "É vai que ele seja um psicopata" murmurei sem perceber que todos estavam em silencio e minha voz sobre saiu das outras. Ruborizei e risinhos dos outros me deixaram furiosa.
- Está querendo compartilhar seus conhecimentos aqui senhorita Evans? - O maldito professor sarcástico já havia entrado, e eu não tive tempo pra criar algo em mente, dei um pigarro e falei
- Não professor, só estou pensando, quando vai pegar os trabalhos?
Os murmúrios de alunos que esquecera de fazer o trabalho devem estar me crucificando por dentro, entrei meu trabalho com um sorriso tempestuoso e sentei novamente. Ele iniciou a aula falando sobre genética, e nunca deixei de sentir que alguém me encarara, mais, também resisti a tentação de sair gritando pra ele parar de me encarar, alô eu não tão louca, mais droga, esse menino esta mexendo comigo sem nem ao menos falar uma palavra pra mim. Fiquei me questionando que nem vira a aula acabar, senti um toque em meu ombro que liberou ondas magnéticas que atingiu meu coração de tal maneira que dei um solavanco para frente.
- Hey, calma, a propósito meu nome é Ian. - Olhei para cima, para ver o resplandecente garoto.
Como alguém poderia ser tão perfeito? Ele deu um sorriso torto perfeito que me prendeu o fôlego.
- Desculpe, você fala meu idioma? - Droga! Ele já acha que sou retardada falei quase como um murmúrio para mim mesma,
- Oi, meu nome é Emily, mais pode me chamar de M. ou Mily, você que sabe afinal, meu nome é estranho de certo modo mesmo assim, desculpe ficar tagarelando.- Fechei a boca me amaldiçoando por dentro, o cara mais lindo da escola vem falar comigo e fico questionando por que meu nome era ridículo? Quero um buraco pra me enterrar já!
Acho que ele percebeu minha luta inconsciente que sorriu novamente "Bem, queria que se você pudesse me mostrasse onde será minha próxima aula, estou um pouco perdido." Ele passou a mão no cabelo e deu outro sorriso torto, eu respirei fundo para não parecer abobalhada, juntei minhas coisas e levantei.
- Posso ajudá-la? Isso parece pesado. - Ele sorriu mais esse sorriso era serio, eu dei de ombros e dei os livros para ele, já estava acostumada com o peso, mais como cavalheirismo não morreu para esse menino vamos lá ok?
Fui guiando ele para próxima aula que por coincidência era a mesma que a minha e ele sentou ao meu lado, com a desculpa que não tinha os livros, todos estavam nos olhando, eu me enterrei de lado em meus longos cabelos loiro escuro, ele me olhou com curiosidade e levantou o rosto suspeitando de meu constrangimento ele continuou sorrindo, como ele pode ser tão relaxado? Será que ele realmente é um sociopata? Senti no momento de minha luta inconsciente meu celular vibrar, peguei com cuidado para o professor de inglês não ver, era um torpedo de Megan - Cara toda escola já está sabendo! Ian levando seus livros? Não brinca! Quero detalhes no almoço, vou te matar se você se esconder. - Suspirei, sabia que ela ia descobrir mais cedo ou mais tarde, fiz carranca pra o celular, e não respondi ao torpedo dela, já estava em minha batalha mental novamente, e vi que tinha um bilhete em cima da minha mesa, peguei e abri com cuidado, eram letras bem requintadas, agudas e longas, letras realmente lindas.
-Você ainda vai romper uma veia do cérebro pensando tanta bobagem.-
Eu olhei incrédula, ele agora pode ler pensamentos? Dei um sorriso nervoso e escrevi de volta para ele, bem, eu não sabia o que responder, então falei qualquer coisa que vinha em minha mente.
-Ah tá, Edward Cullen, me poupe, preste atenção a aula ou entraremos em apuros.
Ao ler o bilhete, ele deu um sorriso torto que parei em uma lufada de ar, ele escreveu novamente, fiquei pensando por que eu me sentia tão tranqüila perto de um cara que acabara de conhecer, ele me devolveu o papel e abri rapidamente.
-Edward Cullen? Sabe, você deveria se focar no presente, sem tanto antagonismo, Edward é tão babaca,tão possesso com aquela Bella tão dramática e traidora, mais o que posso dizer, as jovens de hoje, se apaixona pelo primeiro parasita que brilha no sol.
Ao ler aquilo não agüentei, comecei a rir, tentei me controlar, mais não consegui. Logo em seguida vários olhares vieram em minha direção, e a professa levantou uma sobrancelha e fez uma cara horrível, cara, como ela conseguia ser tão feia? Eu fiquei rindo até disso misturada com o ciúme obscuro nas letras do papel que eu segurava.
- Algo para debater conosco Evans? - A professora veio até a metade da sala e fez um bico questionador.
- Não professora, só foi algo que acabei de ler no livro, desculpe. - Ruborizei, e me centrei na aula, mais algo ao meu lado direito me inquietou e olhei de volta. Ian estava me encarando com um sorriso sarcástico nos lábios.
M.B. Oliveira